GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN BATE NA POLÍCIA

Essa mensagem é dirigida, sobretudo, aos policiais honestos e que realmente ingressaram nessa profissão com o intuito de defender e não arrebentar o cidadão. Os policiais que não se encaixam nesse perfil, por favor, podem parar de ler. Sério. Esse texto não é pra vocês.

Caríssimo policial, sabe o otário? Aquela figura que todo mundo aponta quando passa? Que é motivo de chacota e tal? O otário pode ser você. Se você votar em Geraldo Alckmin nas eleições desse ano, você será o otário mor. Eu explico.

Sabe o que esse governadorzinho oferece de indenização para familiares de policiais mortos? Nada. Isso mesmo. Nada. É o seguinte: você arrisca a sua vida e se você morrer, problema seu. O governadorzinho não dá à mínima. Não liga pra você e muito menos pra sua família que ficará desamparada.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada em maio desse ano demonstra isso claramente. A matéria, assinada por Rogério Pagnan e Marina Gama Cubas, tem o seguinte título: “SP não paga indenização a família de PM assassinado”.

A reportagem começa contando a história da soldada* Marta Umbelina da Silva de Moraes. Ela foi assassinada na frente da filha de 11 anos, em 2012, com mais de dez tiros. Na ocasião, ela estava de folga. Era um momento, pra quem não se lembra, especialmente conflituoso entre as forças de segurança e o PCC.

Naquele ano, a gestão do mesmo governador de hoje, o minúsculo Geraldo Alckmin, havia se comprometido a indenizar famílias de policiais mortos em situações do tipo. Afinal, criminosos podem e eventualmente aproveitam pra agir em momentos nos quais o policial está de folga.

A família de Marta Umbelina da Silva de Moraes jamais recebeu qualquer tipo de indenização. Assim como a maioria dos 80 policiais assassinados no mesmo ano. Ainda de acordo com a matéria da Folha, em apenas 8 dos 80 casos registrados houve autorização para o pagamento de indenização às famílias.

A filha de Marta, que em 2012 tinha 11 anos, ainda não tem idade pra votar nas eleições desse ano. Seja solidário ao sofrimento da menina e não vote nessa coisa nefasta que hoje temos como governador. Mas se você, caro policial, não morrer de morte matada, talvez morra de fome.

Em nota datada de 3 de Julho, a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo, critica o aumento salarial concedido nesse ano pelo governo tucano (que ficou muito abaixo do reivindicado pelos representantes da categoria). “A Associação dos Cabos e Soldados da PM de SP lamenta esse reajuste insignificante e as respostas serão dadas nas urnas, no dia 5 de outubro”, diz a nota publicada no site da entidade.

Eu, sinceramente, espero que sim. Que cabos e soldados, que, afinal, são a maioria da tropa, se lembrem da forma como são tratados pelo atual governo na hora de votar. E não apenas no dia das eleições. Mas que também se lembrem disso todo o dia em que levantarem da cama pra ir trabalhar.

No estado de São Paulo, a situação de outras carreiras na área de segurança também não é muito mais, digamos, promissora. De acordo com a 7ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o governo paulista é o que paga os piores salários aos Delegados da Polícia Civil em todo o país. Repito: o pior salário com o qual um delegado pode sonhar, em todo o Brasil, está em São Paulo.

Com exceção dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Tocantins, com os quais não é possível fazer essa comparação, não há estado no Brasil que remunere pior os seus delegados (analisando-se a “Remuneração Inicial Bruta”, que é o que a pessoa ganha com o acréscimo de adicionais, gratificações ou outras vantagens pecuniárias).

AQUI É SÃO PAULO. A LOCOMOTIVA DO PAÍS… Fica quieto, Geraldinho! Isso é conversa de adulto. Sabe o Acre? Aquele estado que todo mundo brinca se existe ou não. Ele existe. E nessa coisa chamada “realidade”, o governo do Acre paga melhor aos seus delegados do que o FERRORAMA do Geraldinho.

Os dados sobre a remuneração das polícias do país estão disponíveis no último Anuário Brasileiro de Segurança Pública (publicado no ano passado). Pra quem tiver interesse, acesse o link abaixo (as informações citadas podem ser encontradas na página 74; Tabela 35).

http://www.forumseguranca.org.br/storage/download//anuario_2013-corrigido.pdf

Pra quem vive de salário, votar em tucano é sempre uma opção arriscada. Por isso, faço um apelo aos meus colegas policiais e demais trabalhadores paulistas (sejam servidores públicos ou não): não seja otário, não vote em Geraldo Alckmin. O governadorzinho e sua turminha, convenhamos, já teve mais de uma chance pra distribuir felicidade. Pense em outros nomes. Satanás, por exemplo.

*A norma culta, que eu saiba, ainda não aceita o uso do termo “soldada”. Sendo mais correto, portanto, do ponto de vista gramatical, usar o artigo definido “a” ou “o” antecedendo a palavra “soldado”. Mas eu quis usar “soldada” mesmo assim. Achei mais adequado e respeitoso com a falecida soldada Marta.

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